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Poker: Paixão Nacional

Alguém acredita no título deste post? Poker é uma paixão nacional? Acho que estamos longe disso. Poker é um amor nosso. De uma comunidade que vem crescendo, mas ainda uma comunidade restrita. Que claro, defendemos com unhas e dentes. Mas ainda não temos uma representatividade grande na sociedade.  Vamos aos fatos?

Quando comecei com o poker, em 2005, acredito que essa comunidade ainda nem tinha tomado forma. Lembro de ouvir falar de alguns expoentes no Brasil, a primeira tribo a surgir.

Já naquela época víamos pequenos núcleos (quase familiares) espalhados pelo Brasil. Christian Kruel e Raul Oliveira eram considerados pioneiros no Rio de Janeiro. Eu, Brasa, DC, Federal e Akkari começamos na mesma época em São Paulo. Do Sul, já surgia no cenário o Ale Gomes. Poucas celebridades participavam abertamente. De destaque me lembro do Gualter Salles, na época, ainda piloto da Stock Car. Lembro do Andre Marques indo a alguns torneios no Rio, mas não queria aparecer em entrevistas.

Cada estado criava pequenos núcleos e iam se desenvolvendo.

Não vale a pena ficar citando porque vou esquecer pessoas, mas basta dizer que muita gente que ainda hoje é conhecida no meio, já estava naquela época no poker. Por exemplo, o Vitão Marques, hj apresentador de TV, era um dos jogadores que estavam lá no início (e uma vez encabeçou um movimento dos jogadores contra o rake cobrado no Circuito Paulista! Hehehe).

Era uma época que não sabíamos nem pelo que lutávamos. Por exemplo, reclamávamos dos organizadores, sem perceber que sem esses poucos empreendedores visionários, não teríamos chegado a lugar algum.

Ok. Mas o artigo não é sobre o passado. O artigo é sobre o presente. E se o poker é paixão nacional ou não.

Hoje vemos o Ronaldo defendendo o poker em todas as mídias. Tem um torneio rechado de celebridades no BSOP. Então, somos um esporte popular?

Não. Ainda somos um esporte elitizado. As pessoas que participam do poker são em sua maioria de uma classe privilegiada. Seja financeiramente ou seja socialmente. Tem acesso a Internet, tem amigos que jogam poker, assiste TV a Cabo e consegue freqüentar os clubes de poker.

Ë claro, que somos muito mais do que imaginamos. Chuto que já temos um milhão de jogadores ativos no Brasil. Num pais de 200 milhões, isso é 0,5% da nossa população. Um bocado.

Mas paixão nacional é o futebol. Que arrisco dizer que metade da população sabe o que é, e mesmo não torcendo pra time ou praticando o esporte, para quando a seleção brasileira joga, dá um palpite e conhece pelo menos o nome dos principais ídolos (será que alguém não sabe quem é Neymar hoje em dia? Ou Ronaldo?).

Mas será que o poker precisa virar paixão nacional? Será que ele precisa se democratizar nas massas.